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postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 26 de Abril de 2017

Estamos chegando ao fim do mês de abril e claro que as discussões sobre conflitos de interesses entre a indústria de alimentos e a saúde pública brasileira não vão se esgotar. Na verdade, essa discussão tem se mostrado extremamente importante. É nesse sentido que o post do [Biblioteca do Ideias] de hoje apresenta um artigo de revisão com o seguinte título “Uma proposta de abordagem para identificar e monitorar sistematicamente a atividade política da indústria de alimentos, em relação à saúde pública usando informações publicamente disponíveis”.

Esse artigo científico tem dois objetivos:

- Propor um quadro para a classificação do CPA* da indústria de alimentos, que diz respeito à saúde pública e

- Propor uma abordagem para identificar e monitorar sistematicamente o CPA* da indústria de alimentos, a nível nacional.

*CPA: termo usado no artigo para se referir a tentativas corporativas de moldar a política do governo de forma favorável à empresa.

CPA relacionado às políticas públicas em saúde tem sido descritos a partir da perspectiva da indústria do tabaco. Esses estudos permitiram a identificação de seis estratégias de ação política corporativa, utilizadas pela indústria de alimentos para influenciar as políticas e os resultados da saúde pública:

 1. Informação e mensagens

Fazer lobby junto a tomadores de decisão; 
                Enfatizar a importância econômica da indústria;
                Promover desregulação;
                "Moldar" o debate sobre questões de alimentação e saúde;
                Formar a base de evidências sobre alimentação e saúde.

 2. Incentivo financeiro

Financiar e prover incentivos a partidos políticos e tomadores de decisão

 3. Construção de opinião pública favorável

Buscar envolvimento na comunidade;
Estabelecer relações com formuladores de políticas; mídia; formadores de opinião e organizações de saúde.

 4. Medidas legais

Usar ação legal (ou ameaçar usá-la) contra políticas públicas ou opositores;
                Influenciar o desenvolvimento de acordos comerciais e de investimento.

 5. Substituição de políticas

Desenvolver e promover alternativas às políticas (ex: auto-regulação).

 6. Fragmentação e desestabilização da oposição

Criticar os defensores da saúde pública;
                Criar vozes múltiplas contra medidas de saúde pública;
                Infiltrar-se junto a, monitorar e distrair defensores da saúde pública, grupos e organizações.

Mas é importante ressaltar que essa classificação é importante para fins de compreensão das estratégias, mas no caso da indústria de alimentos, muitas vezes elas são utilizadas de forma conjunta. Por exemplo, se a indústria alimentar emitir um comunicado de imprensa para destacar sua nova política para reduzir o teor de sal de seus produtos, ele poderia ser classificado como:

- uma estratégia de informação e de mensagem: "enfrentar o debate sobre questões relacionadas à alimentação e à saúde pública: enfatizar as ações da indústria de alimentos para abordar questões relacionadas com a alimentação e a saúde pública".

- uma estratégia de substituição de políticas. Nestes casos, a prática pode ser classificada como servindo ambas as estratégias.

Também é importante ressaltar que essa proposta de classificação não é definitiva, mas deve ser modificada à medida que surjam novas conclusões sobre o CPA da indústria alimentar.

A partir dessa perspectiva, os estudos têm mostrado que a indústria do álcool e de alimentos usam estratégias muito parecidas às do tabaco para influenciar a construção e os resultados das políticas públicas. Por isso, a análise das estratégias, desenvolvidas pela Organização Mundial da Saúde, para combater a influência da indústria do tabaco, foram traduzidas nesse artigo que apresenta a seguinte proposta para realização do monitoramento da ação política da indústria de alimentos:

A proposta feita por esse artigo para monitoramento da ação da indústria de alimentos poderia ser utilizada para destacar vários aspectos da CPA da indústria com o objetivo de aumentar a transparência relativa à potencial influência dos interesses comerciais sobre as políticas e os resultados da saúde pública. A intenção é que a abordagem de monitoramento proposta seja implementada a nível nacional, por organizações da sociedade civil, incluindo pesquisadores que trabalham na CPA e organizações não-governamentais relacionadas a interesses de saúde pública e / ou de consumidores.

A vantagem da abordagem proposta é que o monitoramento é focado nas empresas que provavelmente terão maior influência em cada país. Já uma limitação é que ela só identificará informações publicamente disponíveis, que podem ser incompletas, não representativas de todas as práticas e, muitas vezes, carecem de detalhes. CPA também se reflete através de conexões pessoais, discussões informais e outras atividades (por exemplo, almoços) Que não serão capturados com a abordagem proposta.

Para superar parcialmente esta limitação, a abordagem proposta poderia ser complementada com entrevistas com as principais partes interessadas, tais como políticos, funcionários públicos ou defensores da saúde pública, bem como denunciantes da indústria de alimentos.

O raciocínio subjacente à abordagem proposta nesse artigo é que ao monitorar e acompanhar a CPA ao longo do tempo, a transparência e a responsabilidade da indústria de alimentos podem ser aumentadas. Além disso, a implementação da abordagem de monitoramento proposta poderia ajudar a identificar mecanismos que melhorassem os interesses públicos e comerciais relacionados à política de saúde pública.

Apesar de estar o inglês, vale o acesso ao artigo que incentiva a participação social contra o lobby da indústria de alimentos no processo de planejamento das políticas sociais voltadas à saúde da população. Para ter acesso ao documento completo, clique aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

As escolhas alimentares são baseadas, por um lado, na condição onívora do homem, isto é, na capacidade de comer de tudo e, por outro lado, por diversos nos diversos fatores que influenciam nossas escolhas. Assim, ao se realizar ações de Educação Alimentar e Nutricional é importante refletir sobre alguns fatores que determinam nossas escolhas como preço dos alimentos, o sabor, a variedade, o valor nutricional, a aparência, a higiene, entre outros.

Hoje o [Você no Ideias] apresenta uma experiência que foi pensada a partir desses princípios! O objetivo dessa experiência foi homenagear os Agentes Comunitários de Saúde no dia da comemoração da profissão, demonstrando o quanto eles são importantes para a população, discutir sobre os determinantes das escolhas alimentares e suas consequências para a saúde, refletindo sobre os obstáculos e os facilitadores para realizar escolhas alimentares saudáveis e tirando suas dúvidas. 

A experiência teve inicio em sala de aula para definição do tema que seria abordado em comemoração ao Dia do Agente Comunitário de Saúde (ACS). Depois o grupo foi até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e se reuniram com os ACS da unidade.

Primeiramente, organizaram uma roda de conversa para apresentações e para que os ACS contassem sobre a rotina de trabalho, se realizavam trabalho de EAN com a comunidade e o que pensam a respeito do trabalho do(a) nutricionista na UBS. Após essa conversa foi iniciada uma homenagem enfatizando a importância do ACS, ponte entre a população, os profissionais e serviços de saúde, melhorando a qualidade de vida da comunidade. Esse momento proporcionou o início de uma discussão sobre a importância do autocuidade e de se ter uma alimentação saudável.

Para finalizar, foi realizada uma oficina chamada de "Balança das Escolhas” que contou com uma balança de dois pratos. Um deles teria os fatores que são obstáculos e o outro os que são facilitadores para se ter uma alimentação adequada e saudável. Foi pedido para que cada um escolhesse os fatores que tinham mais relevância no dia a dia, escrevessem em etiquetas adesivas e colassem em pedrinhas. Em seguida, as agentes apresentavam suas pedrinhas, colocando-as nos seus respectivos pratos da balança, explicando qual o fator, onde colocaria e o porquê.

Ao final dessa ação, o grupo considerou que o resultado foi melhor que o esperado, a balança estava quase equilibrada, pesando um pouco mais para o lado dos obstáculos. Os fatores que mais dificultam as ACS de terem uma alimentação melhor são: preguiça, “falta de tempo” e desorganização. Esse exercício permitiu a reflexão e discussão sobre soluções cabíveis para mudar a situação.

Essa ação foi baseada no Instrutivo: metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica, disponível na Biblioteca do Ideias na Mesa.

Para saber mais sobre a experiência e seus resultados, clique aqui!

 

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Karol David,  você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil! 

 



postado por Lucas Oliveira Teixeira em Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

O Brasil configura-se como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, os impactos desta empreitada já podem ser verificados em estudos e pesquisas direcionadas.

A utilização de agrotóxicos em plantações de grande escala, o monoculturalismo e o lobby das grandes corporações para emprego destes químicos em montantes paulatinamente maiores progridem com veemência nas instituições a que competem, inclinando o futuro de nossa gestão agroecológica a uma catástrofe moral e ambiental.

A partir desse panorama o [Biblioteca do Ideias] de hoje destaca o Dossiê ABRASCO: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde.

 

O Dossiê é um alerta no sentido de ressaltar a importância das técnicas agroecológicas e ofício do pensar no bem-estar social bem como tornar claro e evidente que o corolário da utilização destes agentes de processos físicos, químicos ou biológicos é a degradação da vivacidade de nossa nação, fauna e flora.

“Muito embora a maior parte dos efeitos crônicos dos agrotóxicos sobre a saúde de agricultores e consumidores não seja comumente relacionada à exposição e à ingestão de tais produtos; indiretamente, porque o aumento do emprego dos agrotóxicos é um fenômeno intrinsecamente relacionado à expansão dos sistemas agroalimentares globalizados e à correspondente mudança nos hábitos alimentares da população, com o incremento do consumo de comida ultraprocessada, altamente calórica e portadora de ingredientes químicos maléficos à saúde. “

Contaminamos nosso solo, produtos alimentícios, comunidade rural e população urbana com químicos e princípios ativos proibidos em diversos países. Com a progressão geométrica do uso desses pelos latifundiários, cresce a pressão sobre os órgãos reguladores e fiscalizadores em direção à um liberalismo utilitarista da regulamentação e aplicabilidade destes químicos.

Publicado em 2015 pela editora Expressão Popular, São Paulo, esse documento ocupa-se em divulgar os estudos, considerações e dados relacionados à saúde, a utilização de agrotóxicos, segurança alimentar, meio ambiente, sustentabilidade, agronegócio, agroecologia, intoxicação alimentar,  etc.

Confira também os Painéis Gráficos que foram elaborados para ilustração do Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde  em que foi utilizada a técnica da facilitação gráfica: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=307 

Link para o Dossiê: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=306



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Segunda-feira, 25 de Abril de 2016

Quem nunca foi a uma peça de teatro, que atire a primeira pedra!

O teatro é uma forma de expressão artística-cultural extremamente importante para a construção e desenvolvimento da inteligência emocional, do senso crítico, da firmação humana e imagética. Reunindo elementos como música, dança, artes plásticas, literatura e comunicação, o teatro consegue ser um excelente instrumento de educação alimentar e nutricional para qualquer público.

O [Você No Ideias] de hoje traz uma experiência teatral lúdica e educativa especialmente voltada para crianças de uma creche de Brasília - Distrito Federal.

Elaborada pelos estagiários de nutrição Rafael Arantes, Lara Saeles e Amanda Guimarães da Universidade de Brasília e sob supervisão da nutricionista Shirlei de Jesus, a peça trazia como objetivo incentivar o aumento no consumo de raízes , através de personagens feitos de alimentos in natura, como a batata, cenoura e inhame.

Confira algumas fotos:

 

 

 

 

Que tal montar uma atividade como essa na sua cidade? Os resultados serão super legais! Você pode trabalhar vários conceitos!

Se quiser saber mais, acesse o link com a experiência completa aqui

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Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como na experiência de Brasília - DF, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Segunda-feira, 11 de Abril de 2016

Você já ouviu falar naquele ditado "O lixo de um é o tesouro de outro"? Em sua grande parte, plantas consideradas como ervas daninhas ou pragas, podem ser utilizadas na alimentação diária da população. Ricas em diversos nutrientes, são uma forma sustentável de complementar e diversificar pratos, dando a eles novos sabores, texturas, odores, cores e significados. Alguns exemplos dessas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) são: ora-pro-nóbis, major-gomes, dente-de-leão, serralha, urtiga, azedinha, tansagem, fisális, hibisco, capuchinha, calêndula, amor-perfeito e rosas. Assim, percebe-se que essas plantas representam um universo infinito de possibilidades que na maioria das vezes, desconhecemos.

Foi pensando nisso, que uma aluna da Universidade do Vale do Rio dos Sinos , Monique Hans, criou um projeto de utilização de PANCs na alimentação escolar. O presente estudo foi desenvolvido com 81 escolares entre 7 a 10 anos, de 3 escolas públicas do município de Harmonia, no Rio Grande do Sul.

Assim, no decorrer de 1 ano, 7 etapas foram aperfeiçoadas e implementadas, a serem descritas a seguir:

1) atividades sobre alimentação saudável relacionadas a frutas e verduras (Conhecendo frutas e verduras): esta etapa consistiu em uma atividade de educação nutricional, onde frutas e hortaliças eram apresentadas aos alunos, desde a degustação, até atividades de artes com pinturas e desenhos.

2) atividades para explicar a definição e os tipos de PANC (Conhecendo as PANC): esta atividade consistiu na degustação e explicação do conceito e utilização de PANCs.        

3) visita a um produtor local (Horto das Margaridas): foi realizada visita a uma agricultora produtora de PANCs, que demonstrou o local de plantação, além de oferecer lanches que continham esses ricos alimentos, como pão de urtiga com geleia e chá de hibisco.

4) oficinas culinárias utilizando as PANC: estas oficinas culinárias foram realizadas na escola, onde algumas receitas foram preparadas e compartilhadas, como:  pizza de ora-pro-nóbis, azedinha e capuchinha, e suco verde de ora-pro-nóbis e azedinha.

5) elaboração de uma horta escolar de PANC: com o auxílio dos alunos, uma horta foi elaborada dentro do espaço das escolas. 

6) testes de aceitabilidade das preparações com PANC: algumas semanas após a realização das oficinas culinárias, esses mesmos alimentos eram implementados na merenda escolar, para verificar a aceitabilidade e diferença entre os dois momentos.  

 7) atividades com os pais dos alunos para explicar a importância dessas plantas: Por fim, reuniões e palestras eram realizadas com os pais, afim de destacar a importância e viabilidade da utilização dessas plantas na alimentação escolar.

 

 Confira abaixo algumas das receitas ensinadas aos alunos neste projeto:

 

 

 

Confira também algumas fotos tiradas durante a realização do projeto:

 

 

 

 

 

 

Que tal conhecer um pouco mais dessas plantas e testar infinitas possibilidades na cozinha? Vale a pena!

 

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postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 07 de Abril de 2016

 

No dia 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. A data foi criada em 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como desfecho de uma Assembleia Geral que tirou como encaminhamento a ampliação do conceito de saúde, que era até então entendido apenas como a ausência de doença, para abranger um estado de completo bem-estar físico, mental e social.    

A ampliação da compreensão do que é saúde evidenciou a necessidade da criação de estratégias para melhorar à saúde da população e avançou no entendimento de que a prevenção é um elemento fundamental para tal garantia. Neste contexto, a cada ano um tema relacionado à saúde é escolhido para que o debate seja aprofundado e em 2016, o assunto escolhido foi a doença Crônica não Transmissível Diabetes Mellitus.

A Diabetes tipo 2, decorrente da resistência periférica a insulina não autoimune, se tornou um grave problema global pois sua prevalência vem aumentando alarmantemente nas últimas décadas. Atualmente 422 milhões de indivíduos em todo o mundo tem diabetes e a tendência é de se duplicar este número nos próximos 20 anos. Segundo as últimas pesquisas, no Brasil 9 milhões de pessoas, aproximadamente 7% da população, apresentam a doença.

Um caminho importante para frear o avanço da diabetes é trabalhar na prevenção, o que significa incentivar a população a se alimentar melhor, levar uma vida mais ativa e o Estado atuar em medidas que protejam os indivíduos. Com este intuito, a OMS lançou uma campanha intitulada “Dê um passo: Vença o Diabetes” para conscientização sobre o tema apresentando dados e alguns materiais que por enquanto estão disponíveis apenas em inglês e espanhol, mas em breve eles serão traduzidos também para o português. Confira:    

   

Clique aqui para acessar o infográfico criado pela OMS sobre a diabetes no continente americano.   

O Ministério da Saúde disponibilizou também O Atlas da Diabetes e o Caderno de Atenção básica Nº 36: Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus.




postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Segunda-feira, 04 de Abril de 2016

Você já ouviu falar na expressão “comer com os olhos”? A alimentação tem o poder de despertar vários dos nossos sentidos, inclusive a visão. A variedade de cores e formas possibilita realçar nossas percepções e aguçar ainda mais nosso paladar.

Foi pensando nisso, que as nutricionistas Andressa Aguilar, Natalí Morais e Poliana de Andrade decidiram criar a Oficina de Decoração de Alimentos, realizada em escolas públicas das cidades de Ribeirão Preto e Bonfim Paulista.

Uma vez que o padrão alimentar atual conta com um baixo consumo de frutas e hortaliças, o objetivo era através de um visual atrativo, despertar o interesse de crianças e adolescentes no consumo destes alimentos. Assim, com o auxílio de talos e cascas, foi ensinado às merendeiras das escolas a combinar cores, montar flores e formas. Esta decoração incentivou também o reaproveitamento integral dos alimentos, a conscientização sobre um sistema sustentável, além de boas práticas de higiene.

O feedback desta dinâmica foi um tanto quanto positivo. As merendeiras sentiram-se valorizadas, o que só aumentou suas autoestimas. Todos sabemos o quão importante e fundamental é o papel dessas profissionais no processo de construção da alimentação dos estudantes. O reconhecimento destas mulheres só agrega melhorias no serviço e permite a inserção de uma alimentação mais saudável!

Confira algumas das fotos: 

 

 

 

 

Acesse o link com a experiência completa aqui

 

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Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como na experiência de Ribeirão Preto e Bonfim Paulista - SP, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 


postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 16 de Março de 2016

 

A alimentação, além de manifestação integradora, cultural, repleta de saberes e sabores, sentimentos e sentidos, apresenta importância nutricional significativa. Os primeiros anos de vida, caracterizados por um intenso processo de desenvolvimento e crescimento, necessitam de um aporte de nutrientes correto, uma vez que práticas alimentares inadequadas podem ocasionar diversas comorbidades, como doenças infecciosas e respiratórias, anemias carenciais e desnutrição.

Estudos demonstram que crianças nascidas em países em desenvolvimento, devido à má nutrição, não conseguem atingir o seu potencial de crescimento, com maior probabilidade de baixo rendimento escolar, além das consequências físicas que impactam diretamente na saúde.  

Foi pensando nesta temática que o Ministério da Saúde decidiu criar o NutriSUS, atualmente vinculado ao Programa Saúde na Escola (PSE). O programa consiste na fortificação da refeição de escolares de até 5 anos com um pó repleto de micronutrientes. Esta estratégia objetiva potencializar o pleno desenvolvimento infantil e a prevenção e o controle das deficiências de vitaminas e minerais na infância.

Que tal conferir e se informar um pouco mais sobre documento? Vale a pena se atualizar e dar a sua opinião sobre os prós e contras desta estratégia! Veja em nossa biblioteca clicando aqui 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 02 de Março de 2016

Sabia que comemoramos do dia 29 de fevereiro até o dia 6 de março a Semana Mundial da Consciência sobre o Sal?

No Brasil, o consumo de sal aumentoudevido, devido ao sal escondido ou não nos alimentos ultraprocessados.

O Ideias na Mesa também apoia a Semana Mundial da Consciência sobre o Sal e como forma de fortalecer a luta, apresentamos na [Biblioteca do Ideias] de hoje, a Cartilha da Boa Alimentação: excesso de sal faz mal à saúde, desenvolvida pela Associação Brasileira de Mulheres Médicas e pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

 

Por meio de uma linguagem fácil e acessível, a cartilha mostra a importância de que manter uma alimentação saudável ao longo da vida é essencial para prevenir problemas de saúde em todas as idades.

O consumo de sal entre a população brasileira aumentou gradativamente e consequentemente os riscos de doenças crônicas não transmissíveis, pressão alta, insuficiência cardíaca e renal, derrame, etc. também.

E com popularização dos alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, biscoitos, embutidos, entre outros, ricos em sódio, um dos componentes do sal de cozinha, o cenário tomou outras proporções de agravo, como a obesidade infantil.

Assim a cartilha traz passos importantes para se diminuir o sal no preparo dos alimentos, assim como o incentivo a não consumir alimentos ultraprocessados, como estar atento aos rótulos sobre a quantidade do sal dos produtos, até o uso de mais ervas e condimentos naturais nos preparos das refeições, etc.

Veja a cartilha aqui completa da [Biblioteca do Ideias].



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016

Foi lançado em 2015 pelo Ministério da Saúde mais um Caderno de Atenção Básica. Dessa vez sobre saúde das crianças, mais precisamente, aleitamento materno e a alimentação complementar.

Para reforçar a divulgação, nós do Ideias na Mesa trazemos a publicação para o post do [Biblioteca do Ideias] de hoje.

O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil.

Dessa forma a publicação tem por objetivo potencializar as ações que promovam a alimentação saudável e de apoio ao aleitamento materno, numa linha de cuidado integral à Saúde da Criança.

O Caderno de Atenção Básica traz vários capítulos que tratam desde os tipos de aleitamento materno até as características e funções do leite materno para a criança. Além também de mostrar a importância do ato como um provedor de redução das chances de obesidade da criança, diminuir os riscos de alergias, evita diarreias, infecção respiratória e principalmente a promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho.

 

Sobre alimentação complementar o caderno aborda questões sobre a alimentação complementar saudável, a formação de hábitos alimentares, a alimentação para crianças não amamentadas, entre outros.

Essa publicação você pode encontrar na [Biblioteca do Ideias]. Deem uma conferida!



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