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postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

Aproveitando o fim de semana com este clima de feriado prolongado, no quadro de hoje recomendamos os vídeos de receitas leves e saborosas do canal Raiz - Gastronomia e Nutrição. Mais do que receitas, o canal criado pela nutricionista e cozinheira Marina Morais transmite receitas com conteúdos educativos acerca de uma alimentação saudável, consciente e sustentável, com o objetivo de espalhar estes princípios através da boa comida.

O canal é recente, mas surge de um acumulado de postagens sobre alimentação saudável e dicas no blog, onde Marina segue uma linha de alimentação mais natural, sem modismos e que valoriza o prazer das refeições. Esta linha de pensamento está presente no primeiro vídeo da série, onde a nutricionista fala sobre o conceito de comida de verdade e passa a receita de um apetitoso macarrão de arroz com cogumelos. Uma alternativa prática, nutritiva e verdadeiramente saborosa para o macarrão instantâneo.

No segundo vídeo uma outra opção de refeição versátil e gostosa que valoriza ingredientes acessíveis é passada: Frango com guacamole  e banana grelhada.

Já o terceiro vídeo as série apresenta uma ótima opção de canapé que incentiva a introdução de hortaliças na alimentação: Abobrinha com queijo minas, tomate e manjericão.

Para se manter atualizado sobre as dicas e receitas acompanhe as mídias sociais através da página da Raiz Gastronomia e Nutrição




postado por Equipe Ideias na Mesa em Quinta-feira, 14 de Abril de 2016

A internet por meio das redes sociais passou a ser um dos principais veículos de transmissão da informação relacionado com os mais diversos temas. Em se tratando do campo alimentar, esse fenômeno é por um lado positivo por permitir a troca de conteúdos que contribuam para uma vida e um ambiente mais saudável, mas também torna igualmente acessíveis informações não tão construtivas.

Pensando nisto, a equipe do Ideias identificou contas no Instagram que são inspiradoras e que ao mesmo tempo exploram a comida de verdade em suas mais diversas formas como elemento central. Selecionamos aquelas que acreditamos contribuir para um mundo e um ambiente alimentar mais saudável, justo e sustentável, e por isto, seguimos perfis sem fins comerciais e que não façam postagens com conflito de interesses.

Assim, sobra uma infinidade de postagens "do bem" que vão desde conteúdos informativos sobre o desperdício de alimentos até receitas deliciosas e fotografias de comer com os olhos.

 

 

Nacionais

1 - @neiderigo

Neide Rigo é nutricionista e colunista do Caderno Paladar, é também autora do blog "come-se". Em sua conta ela se descreve como cozinheira, hortelã urbana e curiosa. Em suas postagens ela fala sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC's) e sobre um estilo de vida em consonância com a natureza.

2 - @matonoprato

"Mundo são, sente sã". Conta destinada a promover a Educação Ambiental através da valorização da biodiversidade alimentar, assim como Neide Rigo, eles também escrevem entre outros temas sobre PANC's.

3 - @tempero_alternativo

Instagram dedicado a uma alimentação natural e sustentável por meio de receitas vegetarianas e veganas de simples preparo e acessíveis.

4 - @lilifujiy

Dona de casa, economista, designer, aprendiz de fotógrafa é também autora do blog "donadecasa". Suas postagens são dedicadas a adoçar a vida, com bolos, doces e sorvetes, e além das fotografias serem maravilhosas, ela também escreve sobre poesia.

5 - @riojarafa

Estudante de nutrição que se descreve como apaixonado por comida de verdade e viciado em esportes. Faz postagens para incentivar o ato de cozinhar e aborda em suas postagens temas sobre alimentação saudável e sustentável além de dar dicas de livros e receitas.

Internacionais

1 - @uglyfruitandveg

Traduzido como "frutas e hortaliças feias", a conta se dedica a mostrar hortifrutis que apresentam formatos diferentes dos padrões encontrados em supermercados. O objetivo é conscientizar sobre o desperdício de alimentos presente em aproximadamente 30% da cadeia alimentar mundial.

2 - @thefeedfeed

A conta posta diariamente fotos de receitas de todos os tipos de preparações imagináveis, tanto doces como salgadas. As receitas podem ser lidas integralmente no blog vinculado ao perfil.

3 - @henry_hargreaves_photo

Fotógrafo neozelandês que compõem suas obras a partir de alimentos. Além das imagens que já causam um impacto visual, seu trabalho é também crítico e traz a reflexão de diferentes aspectos do sistema alimentar.

4 - @_foodstories_

Traduzido como "histórias alimentares", o Instagram da dupla de fotógrafas alemãs apresenta lindas fotografias que trabalham com a composição das cenas e dos momentos que circundam a alimentação para além da refeição.

5 - @cookrepublic

Sneh Roy, proprietária da conta 'República do Cozinhar', é uma fotógrafa, bloger e autora do livro 'Refeições deliciosas e rápidas'. Sua conta é dedicada a propagar uma alimentação saudável de forma que as pessoas possam cozinhar sem complicações.

 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

A escola é uma instituição responsável pela formação de pessoas que estão em processo de desenvolvimento. Todos que estão ali (professores, funcionários, alunos, pais, donos (as) de cantinas), que formam a comunidade escolar, precisam estar envolvidos com o processo educativo, porque a vida, a saúde e a preparação de um futuro melhor e mais saudável para nossas crianças e jovens é uma responsabilidade não só do Estado ou da família, mas de todos nós.

E a escola também tem o papel de educar a criança para que ela se torne um cidadão crítico, que saiba fazer escolhas adequadas e de forma responsável, inclusive as escolhas alimentares.

É neste ambiente de educação que também se encontra a Cantina Escolar, a quem cabe também um papel ativo muito importante como estimuladora de hábitos alimentares saudáveis e influenciadora na formação do indivíduo, dentro do ambiente escolar.

Sendo assim, o [Biblioteca do Ideias] vem destacar o “Manual das Cantinas Escolares Saudáveis: Promovendo a alimentação saudável”. O Manual foi elaborado pela Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde em parceria com o Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN).

 

Ele tem por objetivo principal apoiar a transformação de cantinas não saudáveis, passando de forma clara e simples, informações sobre a importância da alimentação e nutrição, bem como estratégias de implantação da cantina saudável.

O Manual é um guia para todos(as) donos e donas de cantinas escolares que queiram transformar seus estabelecimentos em locais para a promoção da alimentação saudável. Nele contém informações fundamentais sobre Alimentação e Nutrição: o que é um lanche saudável e como promovê-lo; orientações sobre normas de higiene; estratégias e sugestões de um cronograma para implantar a cantina saudável, dentre outras.

A publicação é também a apostila utilizada pelo curso online: Cantinas Escolares Saudáveis - promovendo a alimentação saudável, disponibilizado pela Rede de Alimentação e Nutrição do Sistema Único de Saúde - RedeNutri. O curso, assim como o manual, é voltado para donos de cantinas e demais integrantes da comunidade escolar e tem por finalidade a reflexão sobre o papel que a cantina pode ter na promoção da alimentação adequada e saudável no ambiente escolar.

 

Quer saber mais?

Confira o manual completo em nossa Biblioteca! E para acessar o curso online da Redenutri clique aqui!

Além do Manual e do curso da redenutri, há também o site - Cantina saudável: http://www.cantinasaudavel.com.br/

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Segunda-feira, 11 de Abril de 2016

Você já ouviu falar naquele ditado "O lixo de um é o tesouro de outro"? Em sua grande parte, plantas consideradas como ervas daninhas ou pragas, podem ser utilizadas na alimentação diária da população. Ricas em diversos nutrientes, são uma forma sustentável de complementar e diversificar pratos, dando a eles novos sabores, texturas, odores, cores e significados. Alguns exemplos dessas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) são: ora-pro-nóbis, major-gomes, dente-de-leão, serralha, urtiga, azedinha, tansagem, fisális, hibisco, capuchinha, calêndula, amor-perfeito e rosas. Assim, percebe-se que essas plantas representam um universo infinito de possibilidades que na maioria das vezes, desconhecemos.

Foi pensando nisso, que uma aluna da Universidade do Vale do Rio dos Sinos , Monique Hans, criou um projeto de utilização de PANCs na alimentação escolar. O presente estudo foi desenvolvido com 81 escolares entre 7 a 10 anos, de 3 escolas públicas do município de Harmonia, no Rio Grande do Sul.

Assim, no decorrer de 1 ano, 7 etapas foram aperfeiçoadas e implementadas, a serem descritas a seguir:

1) atividades sobre alimentação saudável relacionadas a frutas e verduras (Conhecendo frutas e verduras): esta etapa consistiu em uma atividade de educação nutricional, onde frutas e hortaliças eram apresentadas aos alunos, desde a degustação, até atividades de artes com pinturas e desenhos.

2) atividades para explicar a definição e os tipos de PANC (Conhecendo as PANC): esta atividade consistiu na degustação e explicação do conceito e utilização de PANCs.        

3) visita a um produtor local (Horto das Margaridas): foi realizada visita a uma agricultora produtora de PANCs, que demonstrou o local de plantação, além de oferecer lanches que continham esses ricos alimentos, como pão de urtiga com geleia e chá de hibisco.

4) oficinas culinárias utilizando as PANC: estas oficinas culinárias foram realizadas na escola, onde algumas receitas foram preparadas e compartilhadas, como:  pizza de ora-pro-nóbis, azedinha e capuchinha, e suco verde de ora-pro-nóbis e azedinha.

5) elaboração de uma horta escolar de PANC: com o auxílio dos alunos, uma horta foi elaborada dentro do espaço das escolas. 

6) testes de aceitabilidade das preparações com PANC: algumas semanas após a realização das oficinas culinárias, esses mesmos alimentos eram implementados na merenda escolar, para verificar a aceitabilidade e diferença entre os dois momentos.  

 7) atividades com os pais dos alunos para explicar a importância dessas plantas: Por fim, reuniões e palestras eram realizadas com os pais, afim de destacar a importância e viabilidade da utilização dessas plantas na alimentação escolar.

 

 Confira abaixo algumas das receitas ensinadas aos alunos neste projeto:

 

 

 

Confira também algumas fotos tiradas durante a realização do projeto:

 

 

 

 

 

 

Que tal conhecer um pouco mais dessas plantas e testar infinitas possibilidades na cozinha? Vale a pena!

 

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Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como na experiência de Harmonia - RS, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 

 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 06 de Abril de 2016

Sabe-se que faz parte da competência do nutricionista zelar pela preservação, promoção e recuperação da saúde, alimentação e nutrição no ambiente escolar.

Para isto, as normas que abordam a atuação do nutricionista no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), estabelecem que este profissional seja o responsável por um conjunto de ações técnicas tais como: realizar o diagnóstico e o acompanhamento do estado nutricional; planejar, elaborar, acompanhar e avaliar o cardápio da alimentação escolar, levando em consideração as necessidades alimentares específicas de crianças, adolescentes e adultos.

Também deve propor e realizar ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) considerando as distintas fases da vida, etapas do sistema alimentar e as interações e significados que compõem o comportamento alimentar.

Pensando nisso o [Biblioteca do ideias] hoje destaca o “Manual de Orientação para a Alimentação Escolar na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos”.

O manual tem por objetivo oferecer informações que auxiliem suas ações no desenvolvimento e operacionalização das atividades inerentes ao PNAE, quando relacionadas ao fornecimento de alimentação escolar diferenciada de acordo com as necessidades específicas de cada etapa do ciclo de vida, bem como das etapas de ensino: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos.

A proposta do Manual é servir de orientação para os nutricionistas, diretores, professores e demais profissionais envolvidos com o programa de alimentação escolar no processo de educação nutricional, contendo informações sobre a promoção da alimentação saudável nas escolas.

Para baixar e saber mais sobre o Manual clique aqui: http://goo.gl/ZrwKfP

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 31 de Março de 2016

O que a geladeira da sua casa diz a seu respeito? Foi instigado por este pensamento que o fotógrafo Mark Menjivar, que vive no Texas, se dedicou para criação de uma série de imagens retratando diferentes aparelhos de refrigeração.

Em entrevista à revista The Splendid Table – A mesa esplêndida, livre tradução – o fotógrafo foi perguntado o porquê da escolha de fotografar geladeiras sendo que ele poderia escolher tantos outros temas. Mark contou que durante um trabalho em um documentário que participou, o assunto alimentar passou a lhe interessar. Foi quando despretensiosamente em uma tarde qualquer ele tirou uma foto do próprio freezer, e ao olhar para a fotografia tempos depois ele teve a impressão de estar observando algo que nunca tinha visto antes.

A série de fotografias já passou por diferentes países e Mark revela que tem sido uma ótima oportunidade para encontrar chefes, produtores locais e diferentes organizações para tratar com a população sobre assuntos relacionados ao sistema alimentar. Fotografar a geladeira das pessoas dentro de suas casas exige também uma certa intimidade, e Mark conta que os indivíduos permitiram a ação do fotógrafo por acreditarem na relevância do projeto.   

As fotos contêm informações breves sobre a profissão do proprietário da geladeira e alguma característica de sua personalidade ou da sua rotina. Menjivar ao ser perguntado a respeito de quais fotos e características mais chamaram sua atenção ele contou de um indivíduo com problemas mentais vivendo a margem da sociedade e em situação de insegurança alimentar. Em sua geladeira não havia quase nada, um cachorro-quente, uma embalagem de Pepsi com água e um pote de pimenta. Do outro lado do espectro, ele cita uma auxiliar de parto que tinha a geladeira repleta de vegetais comprados de produtores locais. 

A foto abaixo é um comparativo de uma geladeira de uma atendente de doceira que foi despejada de casa em virtude de seu casamento inter-racial não aceito pelos pais. Em sua casa moram 4 habitantes.  A segunda é a geladeira de um engenheiro que se preparou para receber 17 integrantes de suas famílias de descendentes italianos e de Porto Rico para um almoço.   

 

A foto a seguir mostra a geladeira de um Bar-Tender que mora sozinho e trabalha até às 8h da manhã e acordar as 16h. A segunda geladeira é de um casal onde o marido trabalha na construção civil e a esposa é dona de casa e acorda todos os dias as 4 da manhã para preparar o café para sua família com 4 membros. 

 

Estes são alguns dos exemplos que caracterizam as famílias a partir de suas geladeiras, para conferir mais obras e seus respectivos proprietários e hábitos acesse o link.




postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 30 de Março de 2016

 As boas práticas nutricionais são um conjunto de medidas para garantir a adequação nutricional das refeições e dos alimentos em geral para atender as necessidades e demandas da população.

Nos dias de hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de sódio e açúcar aumentou, além dos inúmeros avanços de casos de obesidade, principalmente a infantil em todo o país.

Além disso, as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, câncer são consideradas um sério problema de saúde pública, e já são responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da OMS.

Portanto uma alimentação saudável e adequada é uma forma de evitar o agravamento desses quadros da saúde pública do Brasil, principalmente pelo intensivo hábito dos brasileiros de se alimentar fora de casa, em restaurantes, ou outros estabelecimentos.

Por isso, separamos o Guia de Boas Práticas Nutricionais para Restaurantes Coletivos  da [Biblioteca do Ideias] para ajudar na orientação dos serviços de alimentação e  na preparação dos alimentos em restaurantes coletivos  e melhorar o perfil nutricional dos alimentos.

O objetivo do Manual é orientar os restaurantes coletivos a adotarem as Boas Práticas Nutricionais no preparo das refeições, de forma a contribuir para a oferta de uma alimentação mais saudável à população, com vistas a disponibilizar para a população preparações com quantidades menores de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio no produto final.

O documento ainda traz exemplos de Fichas Técnicas de Preparação (FTP) para ajudar os profissionais a prepararem os alimentos.

Veja na [Biblioteca do Ideias] essa publicação!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 16 de Março de 2016

 

A alimentação, além de manifestação integradora, cultural, repleta de saberes e sabores, sentimentos e sentidos, apresenta importância nutricional significativa. Os primeiros anos de vida, caracterizados por um intenso processo de desenvolvimento e crescimento, necessitam de um aporte de nutrientes correto, uma vez que práticas alimentares inadequadas podem ocasionar diversas comorbidades, como doenças infecciosas e respiratórias, anemias carenciais e desnutrição.

Estudos demonstram que crianças nascidas em países em desenvolvimento, devido à má nutrição, não conseguem atingir o seu potencial de crescimento, com maior probabilidade de baixo rendimento escolar, além das consequências físicas que impactam diretamente na saúde.  

Foi pensando nesta temática que o Ministério da Saúde decidiu criar o NutriSUS, atualmente vinculado ao Programa Saúde na Escola (PSE). O programa consiste na fortificação da refeição de escolares de até 5 anos com um pó repleto de micronutrientes. Esta estratégia objetiva potencializar o pleno desenvolvimento infantil e a prevenção e o controle das deficiências de vitaminas e minerais na infância.

Que tal conferir e se informar um pouco mais sobre documento? Vale a pena se atualizar e dar a sua opinião sobre os prós e contras desta estratégia! Veja em nossa biblioteca clicando aqui 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 15 de Março de 2016

Sabemos que o comer e o cozinhar não são apenas hábitos saudáveis. Os dois atos envolvem uma gama de questões, como autonomia, auto cuidado, escolhas culturais, atitudes, entre outros.

Para o [Pensando EAN] de hoje abordaremos algumas ideias que a jornalista Juliana Dias, editora do site Malagueta traz sobre a pergunta: Comer ou apenas nutrir-se?

"A abordagem da alimentação na escola não deveria se limitar a cultivar hábitos saudáveis, numa visão que coloca o alimento como nutriente e a responsabilidade nos ombros do sujeito que come".

A alimentação é um campo diverso e repleto de signos e significados, portanto reduzí-la somente a visão nutricional é limitante e não compreende todas as suas especificidades.

Essa responsabilidade "culpada" que Juliana aborda acima vai totalmente contra os princípios de autonomia e a geração da capacidade de autocuidado do individuo sobre sua alimentação, preconizados no Marco  de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas e até mesmo à educação no modo geral.

Juliana aborda a importância do ambiente escolar sobre o desenvolvimento de escolhas culturais e sociais dos indivíduos, principalmente a alimentação. Por isso reflete sobre o papel da alimentação escolar nesse desenvolvimento:

"Portanto, é necessário ampliar os olhares para o valor da Alimentação Escolar. Esta é uma poderosa ferramenta para matar a fome de conhecimento, renovando o entendimento sobre a relação com a comida, a fim de engajar e transformar pessoas, comunidades e sociedades".

Por isso ela cita como um ótimo exemplo a Lei de Alimentação Escolar (11.947) que oficializa o olhar cultural sobre o comer e inclui a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no processo de ensino-aprendizagem, que deve perpassar o currículo escolar:

 "Essa política pública estimula o respeito às tradições alimentares e à preferência alimentar local saudável; o desenvolvimento biopsicossocial; e amplia a presença de outros profissionais na escola, com proposta interdisciplinar e intersetorial. Também determina que ao menos 30% dos alimentos comprados para a refeição escolar venham da agricultura familiar local, preferencialmente produzidos de forma agroecológica ou orgânica".

O comer e conhecer o que se está comendo, segundo sua visão faz parte do processo educativo da vida e da construção da cidadania:

"Saber o que se come diz respeito à identidade cultural, autonomia e consciência crítica para deliberar sobre o que se coloca no prato e participar das tomadas de decisões sobre o rumo do sistema alimentar moderno".

Juliana também contextualiza toda a importância do cozinhar dentro do processo educativo, como forma de emancipação do próprio individuo:

"Cozinhar é um exercício de autonomia e consciência de si, do outro e do mundo".

Por fim ela afirma que o "casamento" entre alimentação e educação é necessário, assim como pede a Lei de Alimentação:

"Tendo em vista as demandas da Lei de Alimentação Escolar e uma reflexão a respeito da interseção entre alimentação e educação, busco apontar a sinergia entre esses dois campos. É vital estreitar e evidenciar os elos por meio da interdisciplinaridade, visando uma atitude transdisciplinar, considerar a memória, o afeto e os sentidos, seja no refeitório ou na sala de aula".

O texto de Juliana é incrível, por isso convidamos vocês a conferir ele na íntegra no site Outras Palavras.



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 14 de Março de 2016

A Educação Alimentar e Nutricional pode ser difundida das mais diversas formas. Pensando assim, a experiência de hoje exemplifica a aplicação da EAN na forma de contos.

O projeto ‘Repasto Literário’ consistiu na elaboração de um livro de histórias lúdicas que valorizam os aspectos da cultura alimentar com o objetivo de estimular uma alimentação saudável em escolares da rede básica de ensino das zonas rural e urbana em Cuité/PB. Ele foi desenvolvido em parceria com o Núcleo de Pesquisas e Estudos em Saúde Coletiva (PENSO) na Universidade Federal de Campina Grande - UFCG.   

A criação do material educativo surgiu como desdobramento de uma oficina de capacitação para membros do projeto ligados ao curso de Nutrição, que após a experiência, decidiram materializar um livro de contos adaptado a temática da alimentação escolar.

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O livro ‘Repasto Literário – Promoção da alimentação saudável e contação de histórias’ é dividido em três sessões, I - A mitologia dos alimentos, II - O caldeirão da cultura e III - A partilha e o sabor. Nelas, são contados os mitos de formação de alguns alimentos, como por exemplo o milho e a mandioca, além da presença de cantigas visando aumentar a participação e engajamento do público infantil.

O material está sendo utilizado como ferramenta de apoio para atividades de EAN junto às escolas atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e a recepção por parte dos professores, alunos e gestores tem sido favorável, indicando que a experiência pode ser replicada.   

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Conheça essa experiência aqui!



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