Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):alimentação

postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 31 de Março de 2017

Quem acompanha o Ideias na Mesa sabe que sexta feira é dia de unir comida, entretenimento e uma boa pitada de reflexão. Na coluna de hoje, compartilhamos a série de vídeos elaborada pelo "Comer Pra Quê?".

O nome é instigante por si só, afinal de contas pra quê nos alimentamos? De relance, a resposta para essa pergunta parece simples, e pode até ser  dependendo da percepção e vivência de cada um. O que passa desapercebido por grande parte das pessoas no entanto, é que as nossas escolhas alimentares são determinadas por fatores que nem nos damos conta, e que através do comer podemos influenciar relações que beneficiem à saúde, o meio ambiente e formas de comércio socialmente justas.   

Dentro deste cenário, foi iniciado no Rio de Janeiro o Movimento Comer Pra Quê?. A partir da ação de diferentes parceiros e universidades, o movimento é: "direcionado  à juventude brasileira com objetivo de gerar consciência crítica sobre as práticas alimentares. Pensar a comida de verdade além de seus aspectos nutricionais é descobrir as dimensões ambiental, psicossocial, cultural, econômica e biológica do alimento. É um pensar que vai do sabor ao saber, do quintal à mesa".

Foram desenvolvidos dez vídeos a partir dos temas mobilizadores problematizados colaborativamente entre os jovens e a equipe técnica do movimento. Eles apresentam o formato de entrevistas e animações, e abordam desconhecidos em diferentes capitais brasileiras para conversar sobre conteúdos relacionados à alimentação de maneira descontraída. As temáticas variam desde questionar o "por que cozinhar?" ou "de onde vem nossa comida?", passando pela influência do marketing e publicidade nas nossas escolhas, até a dimensão política do ato de comer.

Assista: 

Por que cozinhar?                                                                                            De one vem nossa comida? 

      

Comer é um ato político 

Para acessar os outros vídeos e materiais elaborados pelo movimento acesse o link e curta a página no facebook.  




postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 29 de Março de 2017

A palavra Tekoha significa “o lugar onde somos o que somos”.

É a maneira como os povos Guarani e Kaiowá referem-se à sua terra tradicional. No Tekoha, deve haver matas (ka’aguy), com frutos para coleta, plantas medicinais, águas piscosas, matéria-prima para seus artefatos, áreas para plantio da roça familiar ou coletiva, para a construção de suas habitações e lugares para atividades religiosas.

Mas o direito a um lugar que lhes garanta a realização de seu próprio "modo de ser", lhes tem sido negado.

O relatório divulgado no post da [Biblioteca do Ideias] de hoje,  apresenta os resultados da visita da comitiva coordenada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) às comunidades indígenas (acampamentos e reservas) das etnias Guarani e Kaiowá do Cone Sul do estado de Mato Grosso do Sul. A missão ocorreu entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro de 2016 com o objetivo de propiciar espaço de escuta às comunidades sobre as manifestações de violação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e direitos territoriais, bem como debater com os órgãos públicos os desafios e propostas para a garantia desses direitos.

No mapa a seguir podem ser visualizadas as regiões visitadas pela comitiva:

A abordagem adotada pela comitiva durante as visitas e reuniões com as comunidades indígenas foi a escuta direta dos(as) indígenas, no território onde habitam, sem interferência de terceiros ou mediadores. Depois disso, o relatório construído foi baseada nas percepções dos(as) integrantes da comitiva, nos relatos das comunidades indígenas, nos dados oficiais coletados em documentos produzidos por órgãos de governo e por entidades da sociedade civil.

O documento está dividido em cinco partes:

1. breve contextualização histórica,

2. iniciativas do Consea na defesa dos direitos dos povos Guarani e Kaiowá,

3. relatos indígenas sobre as violações de direitos e suas reivindicações,

4. atuação e perspectivas do Poder Público

5. conclusões e encaminhamentos.

Nas conclusões da comitiva fica evidente que a realidade vivida pelos povos Guarani e Kaiowá pode ser denominada como uma tragédia humanitária e denota explicitamente a negação sistemática de direitos humanos em função da omissão do Poder Público.

Pela leitura do relatório também pode-se constatar que, nas comunidades visitadas, há fome e desnutrição, precariedade do acesso a saúde, a água e a educação, ausência de documentação civil, um constante sentimento de medo de ataques violentos por ordem dos fazendeiros da região e uma forte criminalização das lideranças indígenas que resistem e reagem aos abusos de poder dos órgãos de polícia.

Apesar dessas condições ficam destacados o sentimento e a atitude firme de resistência dos povos Guarani e Kaiowá, a forte disposição de continuar lutando por seus direitos, bem como a convicção do direito ao território e das garantias constitucionais apesar de todas as adversidades e retrocessos.

Para ter acesso ao documento, acesse aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

A capacidade da humanidade se alimentar no futuro está em perigo devido à intensificação da pressão sobre os recursos naturais, à crescente desigualdade e às consequências trazidas pelas mudanças climática, de acordo com um novo relatório da FAO, que é tema do [Biblioteca do Ideias] de hoje.

Apesar de termos alcançado progressos reais e significativos para a redução da fome no mundo, nos últimos 30 anos, "aumentar a produção de alimentos e crescer economicamente têm, muitas vezes, um custo muito alto para o meio ambiente", diz o relatório "O Futuro da Alimentação e Agricultura: Tendências e Desafios". 

"Quase metade das florestas que cobriam a Terra desapareceram. As fontes de água subterrânea estão sendo esgotadas rapidamente. A biodiversidade foi profundamente corroída", observa.

Até 2050 a população mundial deve atingir os 10 bilhões de pessoas. Em um cenário com crescimento econômico moderado, esse aumento da população aumentará a demanda global de produtos agrícolas em 50% em relação à atual demanda, intensificando as pressões sobre os já esgotados recursos naturais.

Ao mesmo tempo, mais pessoas estarão comendo menos cereais e mais carnes, frutas, legumes e alimentos processados - um resultado de uma transição alimentar global em curso que irá adicionar ainda mais pressão ao sistema alimentar, provocando mais desmatamento, degradação da terra e aumentando a emissão de gases causadores do efeito de estufa.

Juntamente com estas tendências, as mudanças climáticas vão adicionar obstáculos. 

O relatório dá esperança quando apresenta a possibiidade de acabarmos com a fome no mundo a partir de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis que satisfaçam as necessidades de uma população mundial crescente. Mas alerta sobre a importância de "grandes transformações" para que isso aconteça. 

"Sem esforços adicionais para promover o desenvolvimento em prol dos pobres, reduzir as desigualdades e proteger as pessoas vulneráveis, mais de 600 milhões de pessoas ainda estarão subnutridas em 2030", diz.

O relatório discute ainda que os sistemas agrícolas que usam insumos e recursos intensivos, que causam desmatamento, escassez de água, esgotamento do solo e altos níveis de emissões de gases de efeito estufa, não podem fornecer alimentos e produção agrícola sustentável, por isso devem ser substituídos por métodos sustentáveis. 

Ainda segundo o relatório as 15 tendências para o sistema alimentar são:

- Uma população mundial em rápida expansão marcada por "pontos quentes" de crescimento, urbanização e envelhecimento

- Diversas tendências no crescimento econômico, renda familiar, investimento agrícola e desigualdade econômica.

- Maior competição pelos recursos naturais

- Alterações Climáticas

- Poucas alterações relacionadas à produção agrícola

- Doenças transfronteiriças

- Aumento dos conflitos, crises e desastres naturais

- Persistência da pobreza, desigualdade e insegurança alimentar

- Transições alimentares que afetam a nutrição e a saúde

- Alterações estruturais nos sistemas econômicos e implicações no emprego

- Aumento da migração

- Mudança dos sistemas alimentares e consequentes impactos nos meios de subsistência dos agricultores

- Persistência de perdas de alimentos e desperdício

- Novos mecanismos de governança internacional para responder a questões de segurança alimentar e nutricional

- Mudanças no financiamento internacional para o desenvolvimento.

E os 10 desafios são:

- Adotar práticas agrícolas mais sustentáveis

- Garantir uma base sustentável de recursos naturais

- Abordagem das alterações climáticas e intensificação dos riscos naturais

- Erradicar a pobreza extrema e reduzir a desigualdade

- Eliminar a fome e todas as formas de desnutrição

- Tornar os sistemas alimentares mais eficientes, inclusivos e resilientes

- Melhorar as oportunidades de obtenção de rendimentos nas zonas rurais e abordar as causas profundas da migração

- Fortalecer a resistência para superar crises prolongadas, catástrofes e conflitos

- Prevenção das ameaças transfronteiras e emergentes da agricultura e do sistema alimentar

- Abordar a necessidade de uma governança nacional e internacional coerente e eficaz

O resumo desse relatório em espanhol pode ser acessado aqui e o completo em inglês está aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Hoje o [Biblioteca do Ideias] vem apresentar um documento que dá as boas vindas aos novos gestores e gestoras de saúde e às novas referências dos programas de alimentação e nutrição para promoção da saúde nos municípios, uma vez que estes desempenham papel funadamental na implementação e gestão dos programas e ações vinculados à alimentação e nutrição e à promoção da saúde, adequando-os ao perfil epidemiológico, tendo a atenção básica como principal lócus de atuação. 

Este documento apoia gestores e profissionais que atuam na coordenação dos programas do Ministério da Saúde voltados para a promoção da saúde e atenção nutricional na Atenção Básica, com um breve resumo dos principais programas do Ministério da Saúde relacionados a essas temáticas, descrevendo seus objetivos, as referências legais (decretos, portarias), os materiais de apoio, cursos relacionados e sistemas de informações vinculados.

O documento está dividido em 4 capítulos e apresenta desde Políticas Nacionais, como a PNAN e a PNSAN, depois apresenta um diagnóstico inicial das ações desenvolvidas no município, apresenta também Programas, ações e estratégias ofertadas pelo Ministério da Saúde e é encerrado com orientações sobre como manter a Ssecretaria de Saúde atualizada. 

O documento já está disponível na Biblioteca e para acessá-lo clique aqui.



postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

No [Você no Ideias] de hoje, destacamos uma experiência de EAN realizada com alunos de Nutrição, em uma disciplina de tema muito relevante da Universidade Federal de Campina Grande: Sistemas Alimentares Sustentáveis. A partir da disciplina, foram criadas aulas práticas para que os alunos ampliassem seus horizontes para as correntes alimentares, aprendendo a respeitar as individualidades de diferentes grupos, sendo eles os da Alimentação Vegana, a Culinária Crudívora e a Alimentação com uso de PANCs (plantas alimentícias não convencionais).

As aulas práticas foram realizadas em três oficinas culinárias, onde os alunos e professora cozinhavam juntos receitas que representassem as correntes alimentares escolhidas. Além do preparo das receitas, a professora dissertava também acerca da importância de cada corrente alimentar, das individualidades de cada uma e sobre valores nutricionais daqueles alimentos. ˜Vimos que é possível se promover alimentação saudável, adequada e acessível através de cardápios diferenciados, além de contribuir para a preservação dos recursos naturais finitos." relatou Yasmin Santos de Araújo, que cadastrou a experiência na nossa Rede.

Salada de Folhas Verdes com Lentilha Germinada - Receita Crudívora


Entre as receitas realizadas nas oficinas  estão Purê de Banana Verde, Charutos de Repolho com Arroz, Suco de Limão com Capim Santo, Mexido Mineiro com Beldroega, Arroz com Bredo, Mousse de Hibisco, Salada de Flores Comestíveis e Macarrão de Abobrinha. Todas as receitas, fotos e detalhes da experiência estão disponíveis na página da experiência, que você pode acessar aqui.

Macarrão de Abobrinha - Receita Crudívora

Mousse de Hibisco - Receita com PANC

Quanto aos resultados das oficinas, Yasmin destacou: ˜Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar a disciplina de forma teórico prático, a experiência possibilita pôr em prática o que foi adquirido, tanto individualmente como quando estiverem atuando como profissionais da nutrição. Além de contribuir com a visão de que alimentação anda lado a lado com a sustentabilidade. ˜


Charuto de Repolho com Arroz - Receita Vegana




Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Yasmin Santos de Araújo, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil! 




postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Há cinco anos, quando o Centro Médico “Lankenau” foi confrontado com provas de que estava servindo a comida menos saudável da Pensilvânia, o hospital decidiu abraçar os resultados com uma abordagem não convencional:

construindo uma fazenda orgânica que forneceria alimentos frescos aos pacientes.

Em 2011, enquanto o hospital de ensino e pesquisa fazia sua própria pesquisa sobre as necessidades de saúde de seus pacientes, a Fundação “Robert Wood Johnson” divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o estado de saúde da população que vive na Pensilvânia. O hospital “Lankenau” está localizado no Condado de Montgomery, um dos mais saudáveis do estado, levando em conta fatores como taxas de obesidade e acesso à alimentação adequada. Mas a área de abrangência do hospital o leva a receber muitos pacientes do condado de Filadélfia, classificado como o menos saudável de todos os 67 municípios analisados.

"Isso foi realmente revelador porque mostrou que estávamos atendendo pacientes muito diversos", disse Chinwe Onyekere, administradora associada do Lankenau, sobre as revelações do estudo. Os resultados mostram que os pacientes do hospital apresentavam diferentes níveis de conhecimento sobre nutrição e de acesso a alimentos de qualidade.

Estima-se quem todos os EUA, cerca de metade dos americanos tenham algum tipo de doença crônica decorrente de hábitos não saudáveis como a falta de exercícios físicos, o tabagismo e a alimentação inadequada. O tratamento para essas doenças, que incluem a asma, doença cardíaca ou diabetes, foi responsável por mais de 75% das internações hospitalares e consultas médicas, nos últimos anos.

Isso tem feito com que alguns hospitais procurem maneiras de promover a saúde antes que a condição dos pacientes seja tão crítica a ponto de que uma visita ao hospital seja necessária.

No hospital Lankenau, isso significou melhorar o acesso de seus pacientes à alimentos saudáveis!

Como os médicos, enfermeiros e outros funcionários não eram especialistas em agricultura, o hospital fez parceria com a Greener Partners, uma organização sem fins lucrativos que luta por sistemas alimentares locais e que construiu e faz a manutenção da fazenda “Deaver Wellness”. Onyekere, que dirige os programas de necessidades da comunidade para o hospital, supervisiona o projeto.

Desde a inauguração em 2015, a fazenda forneceu mais de 4 mil kg de alimentos orgânicos para os pacientes do hospital, sem nenhum custo. Os produtos são usados em atividades de educação alimentar e nutricional e servidos no refeitório do hospital.

A partir de uma avaliação das necessidades da comunidade, a equipe de funcionários de Lankenau aprendeu que muitos de seus pacientes não tiveram o acesso à informação sobre o valor nutricional e a importância do consumo dos alimentos in natura, como as frutas e os vegetais.

Agora, enquanto os pacientes esperam suas consultas, podem escolher alimentos frescos como couve, brócolis, tomates, berinjela, rúcula e outros. O hospital também fornece receitas e, durante a consulta, os médicos usam o produto escolhido na sala de espera, para mostrar como o paciente pode fazer escolhas mais saudáveis.

Ainda nas salas de espera de Lankenau, alguns funcionários do hospital conduzem cursos e oficinas sobre alimentação saudável. Um funcionário pode, por exemplo, trazer os ingredientes, para uma salada de cenoura, discutir o valor nutricional de cada ingrediente e, em seguida, cortar e montar a salada na frente dos pacientes. Depois os pacientes recebem alguns ingredientes e receitas que podem ser feitas em casa.

Durante anos, antes da fazenda, os educadores de saúde do hospital realizavam aproximadamente 14 programas de educação em saúde em um centro, com duas salas de aula, no meio das instalações hospitalares. Entre 7 e 10 mil alunos, do jardim de infância ao 12º ano, fizeram cursos todos os anos sobre saúde, como nutrição, saúde social, bullying e assédio.

Agora, segundo Onyekere, a fazenda do hospital deve funcionar como um "laboratório de aprendizagem" para aulas sobre alimentação saudável, oferecendo a oportunidade de se ter experiências práticas com os alimentos. Assim os alunos podem aprender sobre alimentação saudável, cultivo orgânico, hortas e construção de hábitos saudáveis.

Fora das paredes do hospital, a instituição Lankenau - em parceria com o Food Trust e o Departamento de Saúde Pública de Filadélfia - incentiva a compra de alimentos saudáveis, oferendo cupons chamados “Philly Food Bucks”. Os cupons são válidos para a compra de frutas e legumes frescos, em mais de 30 mercados de agricultores, e são dados aos pacientes que manifestam o interesse em ter um melhor acesso a alimentos saudáveis.

"A partir do momento que o paciente entra pela porta até o momento em que deixa o consultório, toda essa experiência está focada em melhorar sua saúde", disse Onyekere.

Drew Harris, Diretor de Políticas de Saúde e Saúde da População, da Faculdade de Saúde da População, da Universidade Thomas Jefferson, disse que apenas recentemente os profissionais de saúde começaram a assumir a responsabilidade por não tratar da alimentação. Um médico aposentado, especialista em diabetes, se lembra de ter uma filosofia muito diferente sobre doenças crônicas e saúde geral dos pacientes.

"Como muitos médicos, eu sempre culpei os pacientes por não ficarem bem", disse ele. “Mas não me fiz a pergunta: Será que os pacientes tinham as informações necessárias e o acesso a uma alimentação adequada para diabéticos?".

"Não ter segurança alimentar - não saber de onde sua próxima refeição virá ou se você pode comprar tudo o que precisa, quando precisar - é um grande desafio", disse ele.

Embora a insegurança alimentar não seja uma questão nova, ele acha que a educação médica está apenas começando a ter uma abordagem mais holística.

"Há um incentivo muito maior para se preocupar porque os pacientes não estão melhorando e o que podemos fazer para evitar que eles fiquem doentes, o que temos que enxergar é que isso tem muito a ver com o seu ambiente social e o seu acesso a alimentos saudáveis", disse o médico.

Onyekere estima que Lankenau forneceu produtos agrícolas para cerca de 400 pacientes até o momento e o hospital está prestes a lançar uma pesquisa aos pacientes com o objetivo de entender melhor o impacto do programa.

Embora ela tenha dito que os pacientes expressaram que a fazenda está fazendo a diferença e aumentando a conscientização de como fazer escolhas saudáveis no dia a dia, a pesquisa será um recurso valioso para outros provedores de saúde considerando iniciativas semelhantes.

A equipe que cuida da fazendo tomou a superação das expectativas de produção para 2016, como um sinal de que pode aumentar ainda mais a produção. Onyekere disse que Lankenau também está procurando doar seus alimentos para outros parceiros, como bancos de alimentos locais.

Lankenau não é o único hospital que construiu uma fazendo no país. Outros, incluindo “St. Joseph Mercy Ann Arbor” e “Henry Ford West Bloomfield Hospital”, ambos no Michigan; e “St. Luke's University Health Network” na  Pensilvânia. Mas Onyekere não conhece nenhum outro que tenha incorporado tão extensivamente seus próprios alimentos orgânicos ao dia a dia hospitalar.

Para que a América enfrente a crescente epidemia de doenças crônicas, essa integração é fundamental e, como mostram esses hospitais, ela já está acontecendo. “Estamos começando a olhar para além do paciente, percebendo o ambiente no qual ele vive”, disse Harris.

 

Trauzido por Ana Maria Maya, de https://goo.gl/VgpNWA.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2017

A experiência do [Você no Ideias] de hoje surgiu em 2013, mediante a preocupação das nutricionistas e profissionais da educação que notavam pouco ou nenhum interesse dos estudantes pelo consumo das saladas durante o almoço na escola. 

O nome do projeto desenvolvido é "Saladômetro" para dar a ideia de "medir o consumo de saladas", de forma que os participantes refletissem sobre o quanto de salada estão comendo e descobrissem o quanto seria ideal.

Dentre os objetivos do projeto, destacam-se:

- Incentivar o consumo de alimentos vegetais favorecendo as escolhas saudáveis durante as refeições;

- Demonstrar a importância do consumo de saladas e frutas, especialmente na hora do almoço;

- Possibilitar o contato com diferentes preparações à base de vegetais, mostrando que o sabor e aparência das saladas e frutas podem variar e ampliar suas possibilidades de consumo/aceitação;

- Conscientizar os estudantes a respeito dos cuidados com o refeitório/espaço destinado à alimentação, boas maneiras à mesa e higiene pré e pós refeições;

- Reduzir o desperdício de saladas, frutas e guarnições a base de vegetais durante o almoço nas escolas integrais.

A base do projeto é a formação continuada das professoras, articuladoras e demais profissionais das escolas que ofertam educação em tempo integral, no sentido de sensibiliza-las como multiplicadoras de informações sobre o consumo alimentar saudável e sustentável entre os estudantes da unidade educativa em que atuam.

As formações são baseadas em dinâmicas de trabalho em Alimentação Saudável realizadas com equipe multidisciplinar (professoras, nutricionistas, bióloga, entre outros) e têm como principais pontos de abordagem:

  • Elaboração de planos de ação para EAN ao longo do ano letivo
  • Visita monitorada dos estudantes ao Circuito da Alimentação Saudável no Mercado Municipal de Curitiba e Atividade de EAN na escola realizada pela Unidade Móvel de Segurança Alimentar (parcerias com Secretaria Municipal do Abastecimento)
  • Propostas de revitalização/Boas maneiras no refeitório/Autonomia no servimento dos estudantes
  • Inserção de conceitos da Educação Ambiental/Horta

A princípio, cada multiplicadora recebia também um gráfico para cada turma de sua escola, no qual as crianças colavam uma figura, sobre seu nome, sempre que consumissem todos os itens do almoço. Com o passar do tempo, notou-se que a ferramenta mais eficaz para estimular o consumo de saladas foi  fazer com que cada estudante percebesse o quanto consumia antes e o quanto passou a consumir depois de experimentar mais, produzir seu próprio alimento e receber orientações sobre alimentação saudável. A partir daí, surgiram muitas formas de “medir o consumo de salada”, como os registros fotográficos anteriores e posteriores às abordagens, murais e até mesmo o “Desperdiçômetro”, instrumento utilizado para medir a quantidade de alimentos que os estudantes descartavam e gerar reflexão.

Desde então, anualmente o projeto vêm sendo ampliado e realizado nas unidades educativas de Curitiba.

Para saber mais sobre essa experiência acesse aqui.


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Liziane Mery Laufer Rodrigues, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!




postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

O post do [Biblioteca do Ideias] de hoje apresenta uma publicação com enfoque holítico com o seguinte tema "“O Direito Humano à Alimentação Adequada e à Nutrição do povo Guarani e Kaiowá – um enfoque holístico”. 

Lançado em agosto de 2016, o documento traz a análise das violações de direitos e suas diferentes causas, que são responsáveis pela situação de insegurança alimentar e nutricional dos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Iniciada em 2013, a pesquisa socioeconômica e nutricional, com abordagem em direitos humanos, foi realizada em 96 domicílios de três comunidades indígenas: Kurusu Ambá, Ypo’i e Guaiviry.

A pesquisa e sua releitura foram bastante extensas, mas no Resumo Executivo, encontrase uma forma mais amigável de apresentar os principais resultados do trabalho.

Uma das constatações da pesquisa é que em 76% dos domicílios a pessoa entrevistada afirmou que, no mês anterior a setembro de 2013, houve ocasião em que crianças e jovens da casa passaram um dia todo sem comer e foram dormir com fome, porque não havia comida na casa. Já em 82% dos domicílios havia a afirmação de que esse grupo comeu menos quantidade de comida do que julgava ser necessário, porque não dispunham de recursos para obter alimentos.

Ainda, outro dado aponta que as famílias procuram proteger suas crianças desta terrível situação: em cerca de 80% das residências a pessoa entrevistada afirma ter comido menos para deixar comida para as crianças.

As causas das violações identificadas na pesquisa estão assentadas, além da negação do direito ao território e as disputas que daí decorrem, na discriminação que o povo Guarani e Kaiowá sofre. “Geralmente, as violações de direitos dos povos indígenas acontecem em razão de sua identidade cultural. Esta violação abre portas para negação de outros direitos, incluindo o direito à alimentação e à nutrição adequadas. Estas violações são históricas, estão associadas ao processo de exploração econômica do Estado e são de responsabilidade das três funções do Estado brasileiro, como procuramos evidenciar no documento”, ressalta a secretária geral da FIAN Brasil, Valéria Burity.

Para ter acesso a publicação completa acesse aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

No post de hoje você vai conhecer a experiência realizada em Morro Grande, Santa Catarina, que teve como objetivos divulgar o dia mundial da alimentação, estimular hábitos alimentares saudáveis e alertar sobre o desperdício de alimentos.

Para isso, a nutricionista responsável pela alimentação escolar do município e a orientadora pedagógica, realizaram uma roda de conversa que tinha uma "caixa sensorial", como peça motivadora da conversa. Além da caixa, os pequenos experimentaram novos alimentos tentaram adivinhar o que era com os olhos vendados. 

                                 

Após esse momento, a turma se organizou para a higienização das mãos e das frutas que seriam usadas para preparar uma salada de frutas. Essa preparação foi feita pelas próprias crianças e segundo as idealizadoras da experiência, "as crianças foram ótimas na preparação da salada e já podem ser ótimos auxiliares na cozinha"!

Depois de preparar e comer a sala de frutas, as crianças foram organizadas em grupos de 6 e visitaram a cozinha para uma conversa com a merendeiras sobre a separação do lixo.  

Para encerrar o projeto foi realizado o "dia da MELECA". Nessa atividade, a nutricionista juntamente com a equipe da escola, preparam a meleca feita com farinha de trigo, amido, óleo de soja, beterraba, cenoura e sagu.

       

Para saber mais sobre a experiência e seus resultados, clique aqui!

 

Em 2016 buscamos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a ANA PAULA MAGAGNIN, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

Estamos vivendo em um mundo dominado pelo consumismo, principalmente de alimentos ultraprocessados, e um público muito atingido negativamente são as crianças e adolescentes, por isso a importância e a preocupação em ensinar e aconselhar sobre uma alimentação saudável em todos os meios de vivência. Com esse propósito a experiência que o [Você no Ideias] de hoje apresenta uma Mostra Gastronômica  realizada com esse público.

Com o objetivo principal de reforçar a ligação entre a teoria e a prática os alunos trabalharam em sala de aula os nutrientes dos alimentos e os hábitos alimentares no contexto da importante fase escolar, com ênfase na ideia de que os hábitos adquiridos na infância e na adolescência são levados para a vida adulta.

O mais importante foi fazer com que as crianças passassem a dominar o conhecimento, assimilando-o de uma forma mais ampla, para assim passá-lo adiante na Mostra Gastronômica, que se organizou em forma de quatro tendas, cada uma pertencente a uma instituição de ensino diferente. Foram elas: “Oficina de Sucos”, “Cesta do Frutolino”, “Sanduíche da Vez – Cor e Sabor” e “Baú da Alimentação Saudável – O Segredo da Salada Agridoce".

Muitos alunos relataram que após o projeto, passaram a compreender a importância de se alimentarem bem e levarem isso para dentro de suas casas e para sua vida adulta.

Para saber mais sobre a experiência e seus resultados, clique aqui!


Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Márcia Moretti, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



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