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Posts Relacionados com a(tag):Nutrição

postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Hoje o [Biblioteca do Ideias] vem apresentar um documento que dá as boas vindas aos novos gestores e gestoras de saúde e às novas referências dos programas de alimentação e nutrição para promoção da saúde nos municípios, uma vez que estes desempenham papel funadamental na implementação e gestão dos programas e ações vinculados à alimentação e nutrição e à promoção da saúde, adequando-os ao perfil epidemiológico, tendo a atenção básica como principal lócus de atuação. 

Este documento apoia gestores e profissionais que atuam na coordenação dos programas do Ministério da Saúde voltados para a promoção da saúde e atenção nutricional na Atenção Básica, com um breve resumo dos principais programas do Ministério da Saúde relacionados a essas temáticas, descrevendo seus objetivos, as referências legais (decretos, portarias), os materiais de apoio, cursos relacionados e sistemas de informações vinculados.

O documento está dividido em 4 capítulos e apresenta desde Políticas Nacionais, como a PNAN e a PNSAN, depois apresenta um diagnóstico inicial das ações desenvolvidas no município, apresenta também Programas, ações e estratégias ofertadas pelo Ministério da Saúde e é encerrado com orientações sobre como manter a Ssecretaria de Saúde atualizada. 

O documento já está disponível na Biblioteca e para acessá-lo clique aqui.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Acreditando que o conceito de nutrição relacionado com o Direito Humano à Alimentação Adequada e a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional vai muito além do que a mera medição dos nutrientes nos alimentos e no corpo humano, o [Biblioteca do Ideias] de hoje traz um documento que através de alguns artigos denuncia que e a separação artificial entre a nutrição e os sistemas alimentares sustentáveis- cada vez mais defendida pela agenda corporativa- resulta em soluções verticais, técnicas e baseadas em produtos, que ignoram as determinantes sociais, econômicas, políticas, ambientais, culturais e relacionadas com a saúde.

O Observatório do Direito à Alimentação e Nutrição 2015 – “A nutrição dos povos não é um negócio” – faz uma revisão do estado atual dos direitos humanos e do impacto das operações empresariais em comunidades de todo o mundo. Quais são as principais causas que explicam por que centenas de milhões de pessoas estão subnutridas, enquanto 500 milhões sofrem de obesidade? O que é necessário para garantir que a nutrição pertence aos povos e não às corporações?

O documento denuncia como o crescente controle das corporações sobre os sistemas alimentares e sobre os espaços políticos está a colocar em sério risco a soberania dos povos e os direitos humanos. "A luta social pela nutrição, como elemento inerente ao direito à alimentação adequada, ganhou um impulso significativo no final de 2014, com a Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição (CIN2). Entretanto, as negociações falharam ao não reconhecer o atual modelo do sistema alimentar e de produção agroindustrial hegemônico, ditado pela agenda liderada pelas corporações, como uma das principais causas das diferentes formas de má-nutrição e da diminuição da diversidade e qualidade das dietas. Nesse sentido, cabe-nos perguntar: estará a nutrição a tornar-se parte de um negócio em vez de um direito humano?" questiona a publicação.

      

Tendo em conta as adversidades específicas que as mulheres e meninas enfrentam diariamente, o Observatório chama também a atenção para a ligação entre o Direito à Alimentação Adequada e à Nutrição e a plena realização dos direitos das mulheres e meninas.

Ao final o documento chega as seguintes conclusões:

• As políticas públicas têm de abordar a produção de alimentos e a nutrição humana em simultâneo e em todos os quadros juridicamente vinculativos para a realização da alimentação e da nutrição adequadas para todas as pessoas;

• Todos os países (incluindo os mais avançados) devem criar e implementar programas de apoio abrangentes para o desenvolvimento de sistemas de produção alimentar sustentáveis que garantam a Segurança Alimentar e a economia nacional;

• A realização dos direitos humanos das mulheres predetermina o direito humano à alimentação e à nutrição adequada de todos os povos; a sua liderança e participação na governança alimentar e nutricional desde o nível doméstico à escala internacional tem de ser uma prioridade;

• O CSA tem sido a arena internacional preferida para os movimentos sociais rurais que procuram um espaço de política alternativa à OMC e ao Banco Mundial. O seu trabalho para fortalecer os sistemas alimentares locais que promovem resultados nutricionais de sucesso baseada na agrobiodiversidade deve continuar e expandir-se;

• Os acordos comerciais internacionais, principalmente nos setores da alimentação e da agricultura, não devem ser assinados sem haver total transparência e sem a participação das OSC e das comunidades defensoras dos interesses públicos. Os interesses desses tratados nunca devem sobrepor-se ao direito à alimentação adequada e à nutrição;

• Os governos têm a obrigação de promover os direitos humanos através da educação e da capacitação daqueles, em particular, cujos direitos humanos foram violados, bem como através da disponibilização de mecanismos eficazes para que os detentores de direitos humanos possam obter compensações por essas violações;

• A ligação entre a produção, o acesso e a nutrição alimentar deve ser fortalecida através da promoção e da proteção de sistemas alimentares de mão de obra intensiva e local, baseados em métodos agroecológicos sustentáveis, através do acesso seguro, de mulheres e homens, à terra em contexto rural, e também urbano, e através da recuperação dos direitos tradicionais ao cultivo e à reutilização de sementes. A nutrição é inerente às pessoas, não às corporações. Não deve existir para venda ou para obtenção de lucro. A soberania alimentar dos povos e uma perspectiva de direitos humanos são fundamentais para combater todas as formas de desigualdade, opressão e discriminação e para democratizar as sociedades a nível nacional e global. Os povos devem responsabilizar os seus governos pela implementação das obrigações nacionais e extraterritoriais dos Estados sobre os direitos humanos.

Leia a publicação completa em nossa biblioteca. 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Segunda-feira, 11 de Abril de 2016

Você já ouviu falar naquele ditado "O lixo de um é o tesouro de outro"? Em sua grande parte, plantas consideradas como ervas daninhas ou pragas, podem ser utilizadas na alimentação diária da população. Ricas em diversos nutrientes, são uma forma sustentável de complementar e diversificar pratos, dando a eles novos sabores, texturas, odores, cores e significados. Alguns exemplos dessas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) são: ora-pro-nóbis, major-gomes, dente-de-leão, serralha, urtiga, azedinha, tansagem, fisális, hibisco, capuchinha, calêndula, amor-perfeito e rosas. Assim, percebe-se que essas plantas representam um universo infinito de possibilidades que na maioria das vezes, desconhecemos.

Foi pensando nisso, que uma aluna da Universidade do Vale do Rio dos Sinos , Monique Hans, criou um projeto de utilização de PANCs na alimentação escolar. O presente estudo foi desenvolvido com 81 escolares entre 7 a 10 anos, de 3 escolas públicas do município de Harmonia, no Rio Grande do Sul.

Assim, no decorrer de 1 ano, 7 etapas foram aperfeiçoadas e implementadas, a serem descritas a seguir:

1) atividades sobre alimentação saudável relacionadas a frutas e verduras (Conhecendo frutas e verduras): esta etapa consistiu em uma atividade de educação nutricional, onde frutas e hortaliças eram apresentadas aos alunos, desde a degustação, até atividades de artes com pinturas e desenhos.

2) atividades para explicar a definição e os tipos de PANC (Conhecendo as PANC): esta atividade consistiu na degustação e explicação do conceito e utilização de PANCs.        

3) visita a um produtor local (Horto das Margaridas): foi realizada visita a uma agricultora produtora de PANCs, que demonstrou o local de plantação, além de oferecer lanches que continham esses ricos alimentos, como pão de urtiga com geleia e chá de hibisco.

4) oficinas culinárias utilizando as PANC: estas oficinas culinárias foram realizadas na escola, onde algumas receitas foram preparadas e compartilhadas, como:  pizza de ora-pro-nóbis, azedinha e capuchinha, e suco verde de ora-pro-nóbis e azedinha.

5) elaboração de uma horta escolar de PANC: com o auxílio dos alunos, uma horta foi elaborada dentro do espaço das escolas. 

6) testes de aceitabilidade das preparações com PANC: algumas semanas após a realização das oficinas culinárias, esses mesmos alimentos eram implementados na merenda escolar, para verificar a aceitabilidade e diferença entre os dois momentos.  

 7) atividades com os pais dos alunos para explicar a importância dessas plantas: Por fim, reuniões e palestras eram realizadas com os pais, afim de destacar a importância e viabilidade da utilização dessas plantas na alimentação escolar.

 

 Confira abaixo algumas das receitas ensinadas aos alunos neste projeto:

 

 

 

Confira também algumas fotos tiradas durante a realização do projeto:

 

 

 

 

 

 

Que tal conhecer um pouco mais dessas plantas e testar infinitas possibilidades na cozinha? Vale a pena!

 

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Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como na experiência de Harmonia - RS, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Segunda-feira, 04 de Abril de 2016

Você já ouviu falar na expressão “comer com os olhos”? A alimentação tem o poder de despertar vários dos nossos sentidos, inclusive a visão. A variedade de cores e formas possibilita realçar nossas percepções e aguçar ainda mais nosso paladar.

Foi pensando nisso, que as nutricionistas Andressa Aguilar, Natalí Morais e Poliana de Andrade decidiram criar a Oficina de Decoração de Alimentos, realizada em escolas públicas das cidades de Ribeirão Preto e Bonfim Paulista.

Uma vez que o padrão alimentar atual conta com um baixo consumo de frutas e hortaliças, o objetivo era através de um visual atrativo, despertar o interesse de crianças e adolescentes no consumo destes alimentos. Assim, com o auxílio de talos e cascas, foi ensinado às merendeiras das escolas a combinar cores, montar flores e formas. Esta decoração incentivou também o reaproveitamento integral dos alimentos, a conscientização sobre um sistema sustentável, além de boas práticas de higiene.

O feedback desta dinâmica foi um tanto quanto positivo. As merendeiras sentiram-se valorizadas, o que só aumentou suas autoestimas. Todos sabemos o quão importante e fundamental é o papel dessas profissionais no processo de construção da alimentação dos estudantes. O reconhecimento destas mulheres só agrega melhorias no serviço e permite a inserção de uma alimentação mais saudável!

Confira algumas das fotos: 

 

 

 

 

Acesse o link com a experiência completa aqui

 

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Você no Ideias na Mesa!     

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postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 30 de Março de 2016

 As boas práticas nutricionais são um conjunto de medidas para garantir a adequação nutricional das refeições e dos alimentos em geral para atender as necessidades e demandas da população.

Nos dias de hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de sódio e açúcar aumentou, além dos inúmeros avanços de casos de obesidade, principalmente a infantil em todo o país.

Além disso, as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, câncer são consideradas um sério problema de saúde pública, e já são responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da OMS.

Portanto uma alimentação saudável e adequada é uma forma de evitar o agravamento desses quadros da saúde pública do Brasil, principalmente pelo intensivo hábito dos brasileiros de se alimentar fora de casa, em restaurantes, ou outros estabelecimentos.

Por isso, separamos o Guia de Boas Práticas Nutricionais para Restaurantes Coletivos  da [Biblioteca do Ideias] para ajudar na orientação dos serviços de alimentação e  na preparação dos alimentos em restaurantes coletivos  e melhorar o perfil nutricional dos alimentos.

O objetivo do Manual é orientar os restaurantes coletivos a adotarem as Boas Práticas Nutricionais no preparo das refeições, de forma a contribuir para a oferta de uma alimentação mais saudável à população, com vistas a disponibilizar para a população preparações com quantidades menores de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio no produto final.

O documento ainda traz exemplos de Fichas Técnicas de Preparação (FTP) para ajudar os profissionais a prepararem os alimentos.

Veja na [Biblioteca do Ideias] essa publicação!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 24 de Março de 2016

Na Alemanha, uma pequena cidade chamada Andernach, mais conhecida como cidade “comestível”, atrai a atenção de milhares de turistas e visitantes. Não é para menos: o lugar se estrutura de modo a abrigar fortemente a agricultura urbana. Plantações de frutas e verduras lotam canteiros, faixas de grama antigos terrenos baldios e até preenchem os espaços das rotatórias de trânsito.

 

 

Qualquer morador tem permissão para plantar alimentos em qualquer espaço público da cidade. Assim, o conceito de cidadania e solidariedade é extremamente reforçado, onde todos se beneficiam de um bem comum. Laços comunitários são criados a partir do compartilhamento destas hortas, tornando a cidade um exemplo de boa convivência.

O coorganizador do projeto Cidade Comestível, Karl Werf, relata: Não temos mais nenhum problema com vandalismo desde que plantamos vegetais comestíveis nos canteiros. Com nossa Cidade Comestível, captamos a tendência do momento.As pessoas têm cada vez mais prazer em explorar a cidade e mexer na terra.”

 

 

“Já levei alface e couve”, relata uma mulher que aproveita a pausa de almoço para tomar um pouco de sol em um banco perto dali. 

 “Espero que eu possa beliscar umas uvas”, relata outra morador que aproveitou o dia ensolarado para passear com o cão.

 

 

Assim, a cidade goza não só de grandes incentivos à agricultura urbana e à produção ecológica, mas como reforça a prática de hábitos alimentares saudáveis e maior de consumo de frutas e hortaliças.

Seria interessante se no Brasil existisse um projeto assim, não acham?

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

Vamos trabalhar a EAN com adolescentes hoje?

A experiência do [Você no Ideias] aborda essa temática e é uma ótima iniciativa para trabalhar a alimentação saudável e adequada com esse grupo social.

A iniciativa foi realizada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal e teve como nome” Nutrição na adolescência” e foi motivada pelo interesse do próprio órgão com o Programa de Saúde do Escolar da Secretaria de Saúde do DF.

Com o objetivo de atender ao público da escola PROEM, com alunos adolescentes em vulnerabilidade social.

 

A atividade inicialmente com a apresentação de um vídeo e uma palestra sobre a nutrição na adolescência e que abordasse dos alimentos que compõem a merenda escolar.

 

Logo após a foi realizada uma dinâmica em grupo através do quis de perguntas sobre a palestra e o vídeo. E no final, todas e todos se serviram de deliciosos sucos verde, de laranja e um bolo de beterraba.

Todas as preparações foram degustadas às cegas para a tentativa das/dos adolescentes descobrirem a composição do que estavam comendo.

Veja a experiência completa: http://goo.gl/1DjqP9 


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Heloyana Travassos, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016

Foi lançado em 2015 pelo Ministério da Saúde mais um Caderno de Atenção Básica. Dessa vez sobre saúde das crianças, mais precisamente, aleitamento materno e a alimentação complementar.

Para reforçar a divulgação, nós do Ideias na Mesa trazemos a publicação para o post do [Biblioteca do Ideias] de hoje.

O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil.

Dessa forma a publicação tem por objetivo potencializar as ações que promovam a alimentação saudável e de apoio ao aleitamento materno, numa linha de cuidado integral à Saúde da Criança.

O Caderno de Atenção Básica traz vários capítulos que tratam desde os tipos de aleitamento materno até as características e funções do leite materno para a criança. Além também de mostrar a importância do ato como um provedor de redução das chances de obesidade da criança, diminuir os riscos de alergias, evita diarreias, infecção respiratória e principalmente a promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho.

 

Sobre alimentação complementar o caderno aborda questões sobre a alimentação complementar saudável, a formação de hábitos alimentares, a alimentação para crianças não amamentadas, entre outros.

Essa publicação você pode encontrar na [Biblioteca do Ideias]. Deem uma conferida!



postado por Ideias na Mesa em Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

Quando se estuda Nutrição em um contexto internacional, é possível entender como os desafios de garantir a Segurança Alimentar e Nutricional são extensos. As organizações que buscam alcançar países em crise, populações vulneráveis e comunidades em conflito possuem várias estratégias para vencer as barreiras de distância e principalmente de recursos. No post do Mais que Ideias de hoje, vamos mostrar alguns exemplos para quem tem vontade de ajudar outras nações de alguma forma e não sabia como fazê-lo.

É possível, por exemplo acessar um jogo online e testar os seus conhecimentos básicos em ciências, gramática, matemática ou artes para doar grãos de arroz para populações vulneráveis. Parece algo pequeno, mas o website freerice.com já doou mais de um milhão e meio de toneladas de arroz por meio dessa simples “brincadeira”. O site está disponível em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano e Coreano. 

 free rice

O projeto organizado pelo Programa Mundial de Alimentos, da ONU, tem dois objetivos: a doação de alimentos e o fornecimento de uma ferramenta grátis de educação para todo o mundo. Uma vez que a organização é financiada por voluntários, os recursos gerados por esse site contribuem para movimentar suas campanhas. O dinheiro é arrecadado por meio de pagamento de organizações que alugam espaços no site para anúncios, e o Programa mundial de Alimentos usa esses recursos para comprar arroz em mercados locais, o que movimenta a economia e alimenta os que precisam. É grátis, rápido, e não há limites para sua participação diária. O programa também aceita doações voluntárias por meio do seu site.

Outro projeto similar é o The hunger site (O site da fome, em inglês). O site foi lançado em 1999 pelo projeto Greater Good, que por meio de financiamentos coletivos organiza iniciativas de causas sociais. O projeto inclui ações que promovem os direitos dos animais, campanhas de saúde e também incentivo à educação.

Também por meio de pagamentos por anúncios, o site consegue arrecadar fundos com visualizações de usuários. O principal modo de contribuir é acessando o site diariamente e clicando no botão amarelo (foto abaixo). Cada clique gera visualizações que aumentam o pagamento pelas instituições que alugam espaço para marketing. Além disso, o site possui uma loja virtual na qual todos os lucros são destinados a projetos sociais de distribuição de alimentos.

hungersite

Além disso, contribuir diretamente com doações também é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de diversas comunidades. O Kiva é um deles, uma companhia de financiamento coletivo que fornece empréstimos com baixas taxas para indivíduos e associações que precisam de algum auxílio para expandir, manter ou estabelecer seu sustento.

Contribuir online é fácil, e além disso a empresa se orgulha de uma taxa de pagamento de 98% para todos os que participam. Desde 2005, quase 800 milhões de dólares já foram repassados por mais de 1 milhão de pessoas por todo o mundo. Os empréstimos priorizam agricultores familiares e donos de microempresas, sempre visando o desenvolvimento econômico de regiões vulneráveis.

Essas três iniciativas são excelentes oportunidades para fazer parte da luta contra a fome no mundo, mas vale lembrar que não existem só elas e nada melhor do que agir localmente de forma ativa e presencial também. A versatilidade da internet fornece muitos recursos para se manter engajado e ajudar pessoas do mundo todo, então esteja sempre ligado nos projetos que podem aparecer por aí! 

 


por Lucas Ferreira

Estudante de graduação da UnB, participou da Rede Ideias na Mesa em 2014 como nosso estagiário. Atualmente, estuda Nutrição na Universidade de British Columbia, no Canadá, em um programa de intercâmbio. Os assuntos de Nutrição Internacional que fazem parte de seus estudos têm trazido a ele a oportunidade de colaborar no nosso blog divulgando projetos que atraem atenção no mundo todo.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

 

 

Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, a vigência das leis trabalhistas e a regulamentação da licença maternidade, a amamentação tornou-se um pouco dificultada. O Ministério da Saúde recomenda que este ato seja inteiramente exclusivo até os seis meses de idade e após a introdução da alimentação complementar, persistido até os dois anos de idade.  Mas como fazer isso após o término da licença? O que a mulher deve fazer? E por que a amamentação é de tão extrema importância?

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz a “Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta”, publicado pelo Ministério da Saúde em 2010. Este folheto tem como principal objetivo mostrar os direitos das mulheres tanto como trabalhadoras, tanto como mães, enunciar a importância do aleitamento materno e as principais maneiras de realizar a ordenha e continuar a amamentação de seus filhos mesmo tendo que retornar às suas atividades no trabalho. A publicação, bem dinâmica e ilustrativa, pontua muito bem dúvidas comuns às mães trabalhadoras, tornando-as mais conscientes, autônomas e independentes em suas escolhas de como proceder nestas relações.

Confira abaixo uma das  imagens da cartilha:

 Lembre-se também que as mulheres têm o direito de amamentarem em público sem discriminação ou preconceito! Respeite-as!

 

Para ler a publicação na íntegra, acesse pela nossa [Biblioteca do Ideias], no link: http://goo.gl/aGUba1



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