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postado por Maína Pereira em Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016

O que você acharia se um macaco ou uma ama de leite geneticamente modificada amamentasse nossos filhos no futuro?

grande mae

Na obra Grande Mãe (2005), a artista Patricia Piccinini traz o questionamento sobre a história ancestral da maternidade diante da dinâmica do mundo contemporâneo.

Quais reflexões sobre o ato de amamentar surgem ao apreciar a obra? Compartilhe conosco!

Atualmente, a obra pode ser visitada no Centro Cultural do Banco do Brasil de Brasília na exposição ComCiência. 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

 

 

Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, a vigência das leis trabalhistas e a regulamentação da licença maternidade, a amamentação tornou-se um pouco dificultada. O Ministério da Saúde recomenda que este ato seja inteiramente exclusivo até os seis meses de idade e após a introdução da alimentação complementar, persistido até os dois anos de idade.  Mas como fazer isso após o término da licença? O que a mulher deve fazer? E por que a amamentação é de tão extrema importância?

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz a “Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta”, publicado pelo Ministério da Saúde em 2010. Este folheto tem como principal objetivo mostrar os direitos das mulheres tanto como trabalhadoras, tanto como mães, enunciar a importância do aleitamento materno e as principais maneiras de realizar a ordenha e continuar a amamentação de seus filhos mesmo tendo que retornar às suas atividades no trabalho. A publicação, bem dinâmica e ilustrativa, pontua muito bem dúvidas comuns às mães trabalhadoras, tornando-as mais conscientes, autônomas e independentes em suas escolhas de como proceder nestas relações.

Confira abaixo uma das  imagens da cartilha:

 Lembre-se também que as mulheres têm o direito de amamentarem em público sem discriminação ou preconceito! Respeite-as!

 

Para ler a publicação na íntegra, acesse pela nossa [Biblioteca do Ideias], no link: http://goo.gl/aGUba1



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 05 de Agosto de 2015

A amamentação faz parte das interpretações culturais do ser humano e contêm traços de ideologias de afeto e emoção. Entretanto algumas perspectivas sociais, econômicas e culturais transformaram esse ato em algo regulável pela sociedade.

Todas as mudanças que aconteceram nas representações do papel da mulher na sociedade, sejam desde o ingresso no mercado de trabalho até a sua vida reprodutiva interferiram no ato de amamentar.

Surgiram inúmeras imposições socioculturais que levaram o desmame precoce acontecer rotineiramente entre as mulheres, tornando o ato em uma figura presente nas agendas de saúde publica e criou um novo mercado para as indústrias alimentícias, ao mesmo tempo em que culpabilizou as mulheres pelo desmame e seus efeitos na saúde das crianças.

Orlandi aponta como um dos fatores do declínio do aleitamento materno as mudanças da estrutura familiar na sociedade moderna urbana. Reforçando esse pensamento, o autor argumenta que a jovem mãe “não tem mais o apoio, a ajuda e o incentivo dos parentes mais velhos (avós, tias, irmãs, etc.), elementos facilitadores do aleitamento materno”.

Hoje existem vários programas e iniciativas que incentivam e buscam pensar a amamentação de outra forma, sem o reducionismo biológico da mulher e o modelo machista higienista presente nos anos 80, que não escutou as principais afetadas pelas políticas, as mulheres, como bem concluiu Orlandi:

“Seja como for, os seios, por muito tempo, despertarão um interesse político. Mas é preciso lembrar que eles pertencem às mulheres e que elas não são chamadas a opinar e a decidir na política do aleitamento materno desde o século 18. No século 20, os homens continuam cometendo os mesmos erros”.

Portanto busca-se um novo foco sobre o papel da mulher na amamentação, baseado no seu direito de amamentar ou não.

 O IBFAN é uma rede que traz essas iniciativas, que visa a promoção do aleitamento materno como direito daquelas mulheres que assim desejam amamentar.

O artigo “Amamentação: um híbrido natureza-cultura”  buscou trazer essa nova forma de pensar a amamentação, o papel da mulher, as vantagens de amamentar e a necessidade de construir um modelo que não determine biologicamente o ato de amamentar.

Veja o artigo completa em nossa biblioteca aqui: http://goo.gl/HUrDdW



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 06 de Agosto de 2014

Essa semana se comemora a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que acontece anualmente entre os dias 1 e 7 de agosto. Desde 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolve ações voltadas a saúde da criança devido a grande preocupação com a mortalidade infantil. 

Em 1990 de um encontro organizado pela OMS e pela UNICEF resultou em um documento que promove e protege a amamentação. Esse documento conhecido como "Declaração de Innocent" apresentou 4 objetivos operacionais, são eles:

• Estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação;
• Implementar os "10 passos para o sucesso da amamentação" em todas as maternidades;
• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;
• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.

mae2Dentro desse contexto em 1999, João Almeida publicou o livro "Amamentação. Um Híbrido Natureza-Cultura.". Nesse período o desmame precoce estava sempre presente na agenda da saúde pública no Brasil. 

O autor utiliza o biológico e social como fio condutor para unir os quatro eixos de problematização que compõe os quatro capítulos do livro, sendo eles: “Amamentação: a relação entre o biológico e o social”; “Dimensões socioculturais da amamentação no Brasil”; “A rede sociobiológica desenhada pelo leite humano”;  “Bancos de leite humano: o estabelecimento de um novo paradigma”.

Esse movimento de construção tem por objetivo buscar os elos que unem o biológico e o social no cenário da amamentação, configurando-a, portanto, um híbrido natureza-cultura. Dessa forma fatos sociais e fenômenos biológicos que até então eram considerados eventos independentes e imiscíveis, como amamentação e leite fraco, são postos lado a lado e tratados sob a mesma perspectiva – a de lidar com os híbridos.

O livro ressalta ainda a supervalorização do conhecimento científico em detrimento dos demais possibilitando construções científicas, que visam atender interesses particulares de grupos sociais, como aqueles sustentados pelo marketing de alguns fabricantes de leites modificados.

O objetivo do livro é levantar questionamentos que permitem o desenvolvimento de ideias e reflexão do leitor.

mae1Além do livro, em 2004, João Almeida junto com Franz Novak publicam um artigo com o mesmo título do livro que busca contribuir para a construção de uma nova síntese teórica das inter-relações entre o biológico e o social no cenário da amamentação, categorizando-a com um híbrido natureza-cultura a partir da análise de documentos históricos, livros, artigos científicos e teses de medicina escritas nos séculos 19 e 20. Dessa forma, a amamentação simboliza mudanças teóricas e metodológicas ocorridas especialmente no final da década de 90, que correspondem a uma revalorização da biologia e a um aprofundamento nos processos interdisciplinares.

Hoje, segundo o Unicef, apesar dos benefícios comprovados, menos de 50% dos recém-nascidos no mundo são amamentados em sua primeira hora de vida. E apenas 38% das crianças com menos de seis meses são alimentadas exclusivamente pelo leite materno durante esse tempo. Ainda de acordo com o Fundo,  aconselhamento, educação e apoio podem aumentar os índices de aleitamento materno exclusivo entre crianças com menos de seis meses de idade em até 90%. Dessa forma, apesar dessas publicações serem de 10 anos atrás ou mais, a discussão sobre os fatores que interferem na amamentação ainda se constitui atual.

Tanto o livro quanto o artigo se encontram na nossa biblioteca e podem ser acessados pelos seguintes links:

- Livro: http://www.ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=224

-  Artigo: http://www.ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=225



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